Não se deve esperar por algum sintoma grave para procurar orientação médica. A melhor forma de prevenir as doenças oftalmológicas é realizando uma consulta periódica com o oftalmologista. Ele é o único capaz de dar uma assistência completa e de qualidade.

Entretanto, essa consulta só é lembrada quando existe algum desconforto nos olhos ou diminuição na visão. Raramente é feita em caráter preventivo.

Motivos para consultar:

– quando sentir dores de cabeça;

– ardência ou olhos secos;

– coceira ou vermelhidão;

– dificuldade de leitura;

– embaçamento ou manchas na visão;
– hipertensão ou diabetes;

– lacrimejamento excessivo;

– notar baixa acuidade;

– ter mais de 50 anos.

Quem fica horas na frente de uma tela de computador sofre com sintomas como olho seco, sensibilidade à luz, lacrimejamento excessivo e sensação de olhos cansados. Poluição, ar condicionado e tempo seco também contribuem para isso. O oftalmologista pode ajudar a aliviar os sintomas.

Dificuldades na leitura, reconhecer rostos, não distinguir imagens distantes podem ser por algum erro de refração, como miopia (quando não consegue enxergar de longe), hipermetropia (quando o que está prejudicada é a leitura de perto), e astigmatismo (quando é difícil tanto de longe quanto de perto).

Algumas doenças podem diminuir a acuidade, que é a aptidão do olho para identificar a forma e o contorno dos objetos, como ceratocone (afinamento da córnea) e pterígio (crescimento anormal de uma membrana no canto do olho).
Manchas, regiões escurecidas ou imagens duplas na visão podem ser sintomas de problemas como glaucoma (doença degenerativa do nervo óptico), deslocamento da retina, degeneração da mácula (pequena área da retina responsável pela visão de detalhes).

Quando se tem diagnóstico de diabetes ou hipertensão, ou histórico familiar dessas doenças, é importante o acompanhamento oftalmológico. A diabetes pode gerar um quadro de retinopatia diabética e a hipertensão, retinopatia hipertensiva, que são disfunções silenciosas que evoluem lentamente e têm a cegueira como fase final.

A partir dos 50 anos de idade, a chance de desenvolver glaucoma ou catarata (perda progressiva da transparência do cristalino) aumenta. O diagnóstico correto com oftalmologista corrige esses desvios e trata alguma possível doença.
Em casos de dores súbitas em um ou ambos os olhos, aumento de manchas na visão, aparecimento de flashes ou raios de luz ou uma repentina redução na visão, indica-se uma consulta de emergência em um oftalmologista, pois podem estar relacionadas a doenças mais graves e o médico poderá indicar a melhor conduta a se tomar.

Na primeira consulta com o oftalmologista pode ser necessário um acompanhante para auxiliar o retorno para casa, pois os exames que serão realizados podem dificultar momentaneamente a visão. Mas deve-se ter cuidado com os olhos e acompanhamento médico em todas as fases da vida. O teste do olhinho é fundamental para o bebê. Feito nos primeiros dias de vida, ele detecta possíveis doenças, como catarata e retinoblastoma (tipo de câncer que afeta a retina).

De 06 meses a 2 anos, recomenda-se levá-lo para uma consulta de revisão para verificar se há uma possível obstrução do canal lacrimal e estrabismo (distúrbio em que os olhos não olham exatamente na mesma direção ao mesmo tempo). Antes do início da fase inicial, pelos 5 anos de idade, a visão está madura. Já podem ser diagnosticados sinais de miopia, astigmatismo e hipermetropia. Outra possibilidade é a ambliopia, o “olho preguiçoso” (quando um dos olhos não enxerga direito).

Durante a adolescência e a fase adulta, consultas de acompanhamento devem ser feitas todo o ano, tanto para correção do grau para melhorar a visão, quanto para alívio de sintomas de irritação. E, quem sempre cuidou da saúde dos olhos, chegando na melhor idade, tem menos chances de ter doenças como catarata e degenerações. E também é provável que já tenha algum grau de presbiopia, ou “vista cansada”.

Cuidar dos olhos envolve pequenas atitudes, como alimentar-se bem, de maneira equilibrada e nutritiva, usar lentes corretivas adequadas, proteger-se do sol, com lentes solares de qualidade, evitar levar as mãos aos olhos e consultar sempre um oftalmologista.

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