O Grupo de Trabalho em Oftalmologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nesta terça-feira (7) a nota de alerta “Os olhos e a COVID-19”. O documento afirma que a contaminação através dos olhos ainda não foi cientificamente provada, porém vários relatos sugerem que o vírus pode causar uma conjuntivite folicular leve, muito parecida com a infecção adenoviral, indistinguível de outras causas, e que possa ser transmitido através do contato com a conjuntiva e lágrima.

ACESSE AQUI A ÍNTEGRA DA NOTA DE ALERTA

“Os dados existentes até o momento sugerem que a conjuntivite é um evento incomum no que se refere ao COVID-19. No entanto, como a conjuntivite é uma afecção muito prevalente, e temos na literatura a confirmação da presença do vírus na conjuntiva e na lágrima, não se pode afirmar que os olhos não sejam fonte de infecção, assim sugerimos proteção aos profissionais envolvidos”, pontua a nota de alerta da SBP.

Ainda de acordo com a nota, existe consenso entre a comunidade oftalmológica que pacientes com conjuntivite que concomitantemente apresentem febre e sintomas respiratórios possam representar potenciais casos de COVID-19.

PROTEÇÃO – Um estudo chinês citado no documento mostrou que algumas medidas protetivas tiveram sucesso em evitar infecção para oftalmologistas envolvidos no tratamento ao COVID-19. Da triagem prévia ao uso de máscaras e protetores faciais.

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), órgão representativo da classe oftalmológica brasileira, sugere as seguintes normas protetivas aos especialistas:

• Higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool 70%;

• Evitar tocar olhos, nariz e boca sem higienização adequada das mãos;

• Evitar contato próximo com pessoas doentes;

• Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, com cotovelo flexionado ou utilizando-se de um lenço descartável;

• Ficar em casa e evitar contato com pessoas quando estiver doente;

• Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Quanto à proteção as recomendações são as seguintes:

1) Pacientes sem suspeita de COVID-19: A utilização da máscara cirúrgica juntamente com Protetor Facial (face shield) para as consultas e atendimentos aos pacientes sem suspeita e ou sintomas da COVID-19;

2) Pacientes confirmados ou com suspeitas de COVID-19: Utilização de máscara cirúrgica em conjunto com Protetor Facial (face shield) para as consultas e atendimentos aos pacientes com suspeita ou portadores da COVID-19;

3) Procedimentos cirúrgicos: Para todos os procedimentos cirúrgicos devem ser utilizadas as máscaras N95 ou PFF2, sendo esta de uso único, podendo ser utilizada por até 12 horas.

“Acreditamos que além da proteção para a boca, nariz e mãos, os olhos devem estar protegidos ao se cuidar de pacientes potencialmente infectados com SARS-CoV-2”, finaliza o alerta da SBP.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

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